Vania Catani

Convidada em junho de 2018 para integrar como membro a Academy of Motion Picture Artsand Sciences – AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas), Vania fundou a BANANEIRA FILMES em 2000, uma das mais prestigiadas produtoras de cinema no Brasil, que tem como característica principal a dedicação a produções independentes. Somadas, suas produções receberam 200 prêmios até o momento e foram exibidas em 481 festivais em 40 países, como Cannes, Veneza, Rotterdam, entre outros. Ao longo de 18 anos, produziu diversos curtas e longas, dentro os quais estão o premiado “Narradores de Javé” (2003), da diretora Eliane Caffé, e as estreias dos atores Selton Mello e Matheus Nachtergaele. “A Festa da Menina Morta” (2008), dirigido por Nachtergaele, teve sua première mundial no Festival de Cannes. Após a bem sucedida experiência em “Feliz Natal” (2008), a parceria com Selton Mello se repetiu em “O Palhaço” (2011), visto por cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil somente em salas de cinema, e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Vania e Selton retomaram mais uma vez a parceria na produção de “O filme da minha vida” (2017). Os longas “Mate-me por favor” (2015), de Anita Rocha da Silveira, e “Zama” (2017), da premiada diretora Lucrecia Martel, tiveram estreia no Festival de Veneza. “Zama”também foi indicado ao Prêmio Sur 2017, uma das principais premiações argentinas, em 11 categorias, entre elas, melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor direção de arte com a brasileira Renata Pinheiro, ganhou o prêmio da crítica no Festival de Roterdã 2018, indicado ao Melhor Filme Ibero-Americano no Goya 2018 e escolhido para representar a Argentina na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018. Atualmente a Bananeira finaliza os filmes Serial Kelly, de René Guerra, com a cantora Gaby Amarantos como protagonista; O Filme do Tênis, documentário sobre o primeiro disco solo do cantor mineiro Lô Borges, dirigido por Rodrigo de Oliveira e Vania Catani. Em coproduções internacionais O Baile dos 41, longa de David Pablos, junto a Canana Films (México) e Manny Films (França), previsto para filmar em julho de 2019; A Vaca que Cantou uma Canção sobre o Futuro, ficção de Francisca Alegría, em coprodução com Jirafa Films (Chile) e Cinema Defacto (França); e o próximo longa-metragem de Anita da Rocha da Silveira, Medusa, em coprodução com Ciné-Sud Promotion (França).Neste momento a Bananeira também desenvolve os filmes de quatro diretoras, três delas estreantes em longa-metragem, sendo estes Incondicional – O Mito da Maternidade, documentário de Patrícia Fróes; Super Poderes, ficção de Anne Pinheiro Guimarães; Fogaréu, longa de Flávia Neves; e Musa, ficção de Mônica Demes.

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